João Nogueira (Rio de Janeiro, 12 de novembro de 1941 — Rio de Janeiro, 5 de junho de 2000) foi um cantor e compositor brasileiro. Desde o início de sua carreira ficou conhecido pelo suingue característico de seus sambas. É pai do também cantor e compositor Diogo Nogueira.
Filho do advogado e músico João Batista Nogueira e irmão da também compositora, Gisa Nogueira, cedo tomou contato com o mundo musical. Logo aprendeu a tocar violão e a compor em parceria com a irmã.
Com apenas 17 anos, já era diretor de um bloco carnavalesco no bairro carioca do Méier. Nesta época, a gravadora Copacabana gravou sua composição Espera, ó nega, que João cantou acompanhado pelo conjunto depois chamado Nosso Samba. Em 1970, Elizeth Cardoso ouviu a gravação de sua composição Corrente de aço e resolveu regravá-la.
Em 1971, teve obras suas gravadas por Clara Nunes (Meu lema) e Eliana Pittman (Das duzentas pra lá). Como esta música defendia a ampliação do mar territorial do Brasil para 200 milhas, medida adotada pelo regime militar, João sofreu patrulha ideológica.
Ainda em 1971, João passou a integrar a ala de compositores da Portela, sua escola de coração, onde venceu um concurso interno com o samba Sonho de Bamba. Mais tarde fez parte do grupo dissidente que saíu da Portela para fundar a Tradição. Fundou também o bloco "Clube do Samba", que ajudou a revitalizar o carnaval de rua carioca.
Em mais de quatro décadas de atividade, João gravou 18 discos. Teve vários parceiros, mas o mais importante foi certamente Paulo César Pinheiro.
Quando morreu, vitimado por um enfarte, em 2000, João organizava um espetáculo numa grande casa noturna de São Paulo, e que resultaria no lançamento de uma gravação ao vivo.
Com sua morte, vários colegas se juntaram para apresentar, nas mesmas datas e no mesmo local, um espetáculo em sua homenagem. Participaram Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Dona Ivone Lara, Arlindo Cruz e Sombrinha, Emílio Santiago, Carlinhos Vergueiro e a família de João: o sobrinho Didu, o filho Diogo e a irmã e parceira Gisa. O show foi gravado para o disco João Nogueira, Através do Espelho.
João Gordo (nome artístico de João Francisco Benedan, Angatuba, 13 de março de 1964) é um músico, repórter e apresentador de televisão brasileiro. É integrante da banda Ratos de Porão e foi apresentador da MTV.[1] Agora, integra o quadro de artistas da Rede Record.[2]
João Gordo entrou para a banda Ratos de Porão em 1983; o então vocalista, Jão, não gostava de cantar e cedeu seu lugar a ele, que estava sempre nos ensaios do grupo. Seu primeiro show com o Ratos de Porão foi na PUC de São Paulo em julho de 1983.
Em 1996 começou carreira de apresentador no canal MTV. Já comandou os programas Suor, Garganta e Torcicolo, Gordo Pop Show, Gordo on Ice, Gordo a Go-Go, Piores Clipes do Mundo, Gordo Freak Show, Gordo à Bolonhesa, Fundão MTV, Gordoshop e Gordo Visita.[3][4] Atualmente, apresenta um quadro no programa Legendários, da Rede Record que fala sobre política e problemas sociais.
Em 31 de janeiro de 2000 João sofreu um derrame pleural, passando 22 dias internado numa UTI.[5] Até então, fumava três maços de cigarro por dia; depois do incidente, abandonou o vício. Em novembro de 2003, protagonizou o episódio mais famoso do programa Gordo a Go-Go, ao trocar insultos, empurrões e destruir o cenário do programa com o cantor Dado Dolabella[3]. Quase um ano depois, em 23 de dezembro, sofreu uma disritmia no coração e ficou cinco dias internado, também numa UTI. Passou por uma cirurgia de redução do estômago, e em 2004 casou-se com a jornalista Viviana Torrico. Em abril do mesmo ano ganhou a primeira filha, Victoria. Tornou-se vegetariano.[6] Em setembro de 2005 Viviana deu a luz o segundo filho do apresentador; Pietro.[7]
Está desde 2010 como um dos âncoras do programa Legendários.
Quaisquer que sejam as novas direções de nossa música nova, não nos esqueçamos da lição de João" (Augusto de Campos, em 1966)
João Gilberto nasceu em Juazeiro, BA, em 10 de junho de 1934. Ele é a síntese da Bossa Nova - voz, violão, tudo nele é único. E foi o maior influenciador de outros músicos que já apareceu na MPB - de Chico Buarque, Caetano, Gal e Gil até Ney Matogrosso.
Com seu jeito tranqüilo aliado à um trabalho que faz questão de ser impecável, por onde ele passou criou histórias pitorescas, ninguém entendia como algum artista poderia ser tão difícil quanto ele. É conhecida por todos a história do show em que ele dispensou a orquestra e exigiu que se desligasse o ar condicionado. Quem não entendeu chamou-o de maluco ou de chato. Só quem sabe o som que vem da música compreendeu.
João é o que chamamos de Mago ou de Mito. Talvez o único que carrega o som em suas entranhas - não permite distorções, não suporta mixagens ou engenheiros de som. Percebe qualquer semitom fora de lugar - perfeccionista, genial. É a nobreza verdadeira e em todos os sentidos da MPB - a alegria de podermos saber que vivemos para ouvi-lo.
João Gilberto nasceu a 10 de junho de 1931 em Juazeiro, na Bahia, em família de músicos amadores e ali, ainda adolescente, formou o conjunto Enamorados do Ritmo. Aos dezoito anos tornou-se crooner da Rádio Sociedade da Bahia, em Salvador, transferindo-se para o Rio de Janeiro em 1950, onde integrou o conjunto vocal Garotos da Lua, que atuava na Rádio Tupi, com quem gravou dois discos no ano seguinte. Iniciou depois carreira solo, gravando mais um disco e, logo após, integrou dois outros conjuntos, tendo também sua primeira composição gravada.
Retirou-se do Rio de Janeiro entre 1955 e 1957, quando se dedicou ao aprimoramento técnico e aperfeiçoou um novo estilo. De retorno à capital, lutou para apresentar a novidade, que, afinal, nasceu pronta, inteira, em um disco de 78 rpm gravado em julho de 1958, cujo impacto mudou o rumo da música brasileira. Em março de 1959 foi lançado seu primeiro álbum, Chega de saudade, seguido de mais dois nos anos subseqüentes; estava consolidada a nova linguagem musical.
A sonoridade criada por João Gilberto, acrescida de um ritmo original, popularizou desde cedo o samba moderno com o nome de bossa nova. Toda uma geração de jovens músicos foi influenciada pela nova estética, provocando uma onda comercial. Depois de revolucionar a música brasileira, o som de João Gilberto atingiu os músicos de jazz, que o identificaram como fenômeno. Seus discos começaram a ser levados do Brasil por músicos americanos em turnês, copiados, transmitidos em programas radiofônicos de grande audiência entre jazzistas e por fim, antes de se encerrar o ano de 1961, foi lançado nos Estados Unidos o álbum Brazil's Brilliant João Gilberto.
Durante o ano de 1962 a bossa nova ganhou popularidade internacional. O sucesso comercial de um álbum do violonista Charles Byrd com o saxofonista Stan Getz ocasionou a corrida dos jazzistas aos estúdios e a onda do "jazz samba", com dezenas de álbuns lançados naquele outono americano. Em novembro, João Gilberto apresentou-se no Carnegie Hall, em Nova York, fixando residência ali até 1979 (entre 1969 e 1971 morou na cidade do México). Seu primeiro álbum gravado nos Estados Unidos, Getz/Gilberto, permaneceu um ano no depósito da gravadora, por estar o mercado já saturado das imitações. Lançado em 1964, depois da onda comercial, foi aclamado como a bossa nova verdadeira, dividiu o topo das paradas de sucesso com The Beatles por 96 semanas, recebeu nove indicações e quatro prêmios Grammy, atingiu vasta audiência internacional, tornou-se best seller durante anos, lançou a canção Garota de Ipanema e a cantora Astrud Gilberto, então Sra. João Gilberto.
A porta estava definitivamente aberta para a música popular do Brasil no exterior, que, a partir daí, passou a exportar regularmente não só música, mas também músicos. O trabalho de difusão da moderna música brasileira manteve João Gilberto residindo no exterior por dezessete anos, tempo em que firmou a bossa nova como idioma musical brasileiro e conquistou prestígio pessoal definitivo. Por três vezes esteve concorrendo ao Grammy como melhor cantor de jazz: com Getz/Gilberto (1964); com Amoroso (1977); e com Live in Montreux (1988). Seu álbum, João Voz e Violão, levou a estatueta em 2001.
Considerado uma das personalidades artísticas mais originais e um dos músicos mais influentes do mundo contemporâneo, João Gilberto vive no Rio de Janeiro, de onde sai para disputadas apresentações em festivais e salas de concerto ao redor do mundo.
*Elaborada pelo Centro de Estudos João Gilberto, RJ
João Batista do Vale mais conhecido como João do Vale (Pedreiras, 11 de outubro de 1934 — São Luís, 6 de dezembro de 1996) foi um músico, cantor e compositor maranhense.
De origem humilde, João sempre gostou muito de música, aos 13 anos se mudou para São Luís. Em 1964 estreou como cantor. Suas principais composições são: Carcará em parceria com José Cândido e imortalizado na interpretação de Maria Bethânia, Peba na pimenta com Adelino Rivera e Pisa na fulô com Silveira Júnior. João Batista do Vale desde pequeno gostava muito de música, mas logo teve de trabalhar, para ajudar a família. Aos 13 anos foi para São Luís MA, onde participou de um grupo de bumba-meu-boi, o Linda Noite, como "amo" (pessoa que faz os versos). Dois anos depois, começou sua viagem para o Sul, sempre em boleias de caminhões: em Fortaleza CE, foi ajudante de caminhão; em Teófilo Otoni MG, trabalhou no garimpo; e no Rio de Janeiro RJ, onde chegou em dezembro de 1950, empregou- se como ajudante de pedreiro numa obra no bairro de Ipanema.
Passou a frequentar programas de rádio, para conhecer os artistas e apresentar suas composições, em maioria baiões. Depois de dois meses de tentativas, teve uma música de sua autoria gravada por Zé Gonzaga, Cesário Pinto, que fez sucesso no Nordeste. Em 1953, Marlene lançou em disco Estrela miúda, que também teve êxito; outros cantores, como Luís Vieira e Dolores Duran, gravaram então músicas de sua autoria. Em 1964 estreou como cantor no restaurante Zicartola, onde nasceu a ideia do show Opinião, dirigido por Oduvaldo Viana Filho, Paulo Pontes e Armando Costa, que foi apresentado no teatro do mesmo nome, no Rio de Janeiro.
Dele participou, ao lado de Zé Kéti e Nara Leão, tornando-se conhecido principalmente pelo sucesso de sua música Carcará (com a participação de José Cândido), a mais marcante do espetáculo, que lançou Maria Bethânia como cantora. Como compositor, em 1969 fez a trilha sonora de Meu nome é Lampião (Mozael Silveira). Depois de se afastar do meio musical por quase dez anos, lançou em 1973 Se eu tivesse o meu mundo (com Paulinho Guimarães) e em 1975 participou da remontagem do Show Opinião, no Rio de Janeiro.
Tem dezenas de músicas gravadas e algumas delas deram popularidade a muitos cantores: Peba na pimenta (com João Batista e Adelino Rivera), gravada por Ari Toledo, e Pisa na fulo (com Ernesto Pires e Silveira Júnior), baião de 1957, gravado por ele mesmo. Em 1982 gravou seu segundo disco, ao lado de Chico Buarque, que, no ano anterior, havia produzido o LP João do Vale convida, com participações de Nara Leão, Tom Jobim, Gonzaguinha e Zé Ramalho, entre outros. Em 1994, Chico Buarque voltou a reverenciar o amigo, reunindo artistas para gravar o disco João Batista do Vale, prêmio Sharp de melhor disco regional.
Ouvi João Bosco pela primeira vez em minha casa, quando estava escolhendo o artista novo, desconhecido, que viria gravar o outro lado do compacto simples do Disco de Bolso. Achava que seria meio impossível encontrar alguém que tivesse fôlego para encarar o artista consagrado do outro lado do disco, Tom Jobim, com Águas de Março, temendo que viesse a jogar o desconhecido numa "gelada". Foi um susto. Qualquer uma das músicas que ele apresentou naquele dia, poderia entrar no disco. Depois de muita conversa e controversia, resolvemos ficar com Agnus Sei, considerando sua parceria com outro craque, Aldir Blanc. Depois do disco pronto, Tom Jobim pediu para ouvir o outro lado. Depois de uma grande pausa, olhou pra mim e disse: Ô Sergio, você está querendo me derrubar! Cobriu o João de elogios. Rimos muito, ainda sem saber que aquele seria um disco histórico, pois lançava Aguas de Março, considerada posteriormente como a música do século e a descoberta de "um tal de João Bosco".
Não vou me ater à nossa convivência cercada de ótimos momentos, pois seria assunto para um livro. Quero fazer uma análise, isenta, do artista. E digo simplesmente, que se trata de um fenômeno. Sua melodia, seu ritmo, sua harmonia, seu censo de arranjo, ultrapassam os níveis aceitáveis pelos mestres. Seu violão é eletrizante, e suas levadas antológicas por descreverem o ritmo brasileiro "nunca dantes navegados", comprovando a diversidade de nossa rítmica de maneira rica e surpreendente. Sua voz alinhava todo esse universo sonoro com modesta intervenção, dando chance para que os versos ecoem com a mensagem pretendida. Na forma final, ao juntar todos estes valores num palco, é a explosão de um verdadeiro gênio musical da raça. É o Brasil se mostrando forte, ancorado em suas verdadeiras origens, ostensiva e orgulhosamente assumido. Ao ouvi-lo, da gosto de ser brasileiro."
Uma carreira sólida e muito bem alinhavada durante 25 anos faz de Joanna uma das cantoras brasileiras de maior sucesso tanto no Brasil quanto em todos os países de língua portuguesa e hispânica. Desde a sua estréia em 1979, Joanna optou por cantar e compor nas suas mais variadas tendências, mas seu canto romântico sempre teve destaque maior.
No seu primeiro LP, “Nascente”, já trouxe clássicos da música romântica brasileira para o ouvido de uma multidão de encantados ouvintes vendendo 80 mil cópias, fato marcante para uma estreante dentre tantas outras (mais de 20 lançadas naquele ano pelas mais diversas gravadoras). “Descaminhos”, “Cicatrizes”, “Seu corpo’’, são algumas canções de sua estréia no mercado fonográfico que a projetaram em nível nacional e na memória do povo brasileiro.
Esta linha de trabalho, um romântico rebuscado, profundo, foi seguida nos próximos álbuns; todos eles ganhadores de discos de ouro e/ou platina, e Joanna se firmou no panorama da MPB com sua voz doce e segura. “’Estrela-Guia” (80), “Chama” (81), “Vidamor” (82) e “Brilho e Paixão” (83) vieram à tona com grandes sucessos de público e crítica, como: “Momentos”, “Quarto de Hotel’’, “Uma Canção de Amor”, “Chama”, “Vertigem”, “Tua Cara”, e “Eternamente”. Tudo isso costurado pela presença de grandes produtores, músicos e compositores como Durval Ferreira, Arthur Laranjeira, Wagner Tiso, Toninho Horta, Sivuca, Gonzaguinha (de quem Joanna gravou muitas canções compostas especialmente para uma intérprete). Tom Jobim, Chico Buarque, e Milton Nascimento (que fez “Nos Bailes da Vida” especialmente para ela).
Em 1984, dá-se início a uma nova fase da carreira de Joanna. A partir do álbum daquele ano, sem título, apenas “Joanna” percebe-se uma maior simplicidade tanto nas canções escolhidas para seu repertório quanto no tratamento dado a elas em estúdio e em palcos. Com “Recado”, canção de Renato Teixeira conquista o gosto de milhões de ouvintes em todo o Brasil, seguida pelo sucesso de Espelho, vendendo milhares de cópias e se tornando uma das cantoras prediletas pelo público.
Seguem-se mais 3 álbuns intitulados apenas “Joanna”, todos eles trabalhando uma entrega maior e mais direta ao repertório abertamente romântico, que levaram Joanna ao primeiro lugar nas paradas de sucesso do Brasil, Portugal e Argentina.
O trabalho de mais destaque foi o de 1986 onde se encontram os grandes sucessos: Amanhã Talvez, Um Sonho a Dois e Teu Caso Sou Eu. Com mais de 600.000 cópias vendidas este álbum lançou Joanna a tournées mundiais pelos países de língua latina, com grande sucesso, recebendo os mais diversos prêmios.
Em 1989 Joanna comemora dez anos de bem sucedida carreira com “Primaveras eVerões”, onde grava desde os compositores habituais daquela fase de sua carreira, como Sullivan e Massadas, até Guilherme Arantes, e uma bela e inusitada parceria dela com “Cazuza”, “Nunca Sofri Por Amor”.
No seu LP de 1991, Joanna estoura novamente nas paradas de sucessos com canções como “Meu Primeiro Amor” (em dueto com Fagner), O Que é Que eu Faço? (tema de novela), Estranha Dependência, e Toque de Emoção. Ainda nessa fase gravaria mais dois álbuns: “Alma, Coração e Vida “ e “Sempre no meu Coração”; ambos com marcas notáveis de vendagens e execução.
Em 1994 uma mudança nos rumos de Joanna, pois desde o início da carreira, notava-se a valorização de compositores clássicos da MPB, como: “Cartola”, “Mário Lago”, “Jacob Bittencourt e “Joubert de Carvalho”( inesquecível a belíssima interpretação de Joanna para “Minha Casa”, de sua autoria). Juntamente com Roberto Menescal, Joanna faz o álbum projeto “Joanna canta Lupicinio”onde interpreta as mais belas canções de “Lupicinio Rodrigues”, com classe e a mesma suavidade que é a sua marca registrada. O trabalho é aclamado pela crítica e público vendendo mais de 400.000 cópias.
Animada pela aceitação desse trabalho Joanna se junta novamente a Roberto Menescal e produzem “A Alma Brasileira” - Joanna em Samba-Canção em 1997. Em viagem pelas clássicas composições do gênero, temos como resultado um amplo panorama da MPB dos anos 50 até aos atuais, com compositores de todas as gerações, de Noel Rosa a Caetano Veloso, passando por Dolores Duran, Ary Barroso, Tom Jobim e outros mestres da música brasileira. Mais uma vez o sucesso é nacional, levando Joanna aos palcos para comemorar com um belíssimo show aclamado pela crítica carioca.
Num projeto mais ousado e que marcaria definitivamente a sua entrada no mercado internacional, nasce o belíssimo “Intimidad”, disco em espanhol produzido fora do Brasil, guiado pelas mãos competentes de Armando Manzanero (produtor de Luis Miguel, cantor mexicano). Este disco revive os mais belos boleros clássicos de todos os tempos. Chega a marca das 250.000 cópias vendidas no Brasil e introduz a bela voz de Joanna no mercado hispânico mundial.
E ao comemorar 20 anos de carreira Joanna realiza mais um sonho, gravar um CD duplo ao vivo chamado “Joanna 20 Anos ao Vivo”, aonde ela recebe o mais valioso presente que um artista pode ter: um imenso público fiel, sucesso e reconhecimento. Gravado no célebre Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro. Joanna abrigou milhares de admiradores em 4 dias de verdadeira alegria e comoção. A música “To Fazendo Falta”, uma das inéditas do retrospectivo disco, caiu imediatamente no gosto do público, e se tornou a música mais executada nas rádios brasileiras entre os anos de 1999 e 2000, ficando assim por vários meses em primeiro lugar. No disco Joanna regrava seus maiores sucesso e conta com auxílio luxuoso do amigo e sambista “Zeca Pagodinho”, desenhando um perfil pouco explorado por Joanna, mas que lhe cai como uma luva, pois seu lado carioca é mostrado de forma impecável.
Fechando a cortina desses 20 anos, Joanna volta em mais um disco inédito chamado “Estou Bem”. Nele mostram-se arranjos diferenciados e com tendências ao “Pop”, mostra também o lado da compositora Joanna em parcerias antigas e novas como: Isolda e Belô Velloso. Algumas regravações como Última Canção (um dos grandes achados do disco) e “Nem Mesmo Você”, música de Helena dos Santos, regravada por Roberto Carlos, do disco o “Inimitável”; para muitos o melhor álbum do Rei em seus mais de 40 anos de carreira. Também presente, a participação de Zezé Di Camargo em uma das faixas, num dueto muito afinado. Dando continuidade as participações, Joanna têm a honra de apresentar ao Brasil o cantor e compositor “Biaggio Antonacci”, italiano de voz rouca e de expressão internacional. Dividem a faixa “IRIS”, que na versão cuidadosa e requintada de Isolda, nasce “Mensagem pra Você”, uma das grandes faixas desse belíssimo CD. E finalizando as músicas “To Querendo Você” e “Quebrei meu Coração” acontecem num clima alegre e descontraído revelando mais uma vez uma Joanna polivalente e festeira.
Em 2001 Joanna se interioriza mais, buscando centrar o seu canto nas canções sacras que aprendeu a gostar desde menina. Fez uma minuciosa pesquisa resgatando letras já esquecidas no inconsciente coletivo, músicas cantadas há anos nas missas brasileiras, mas agora com arranjos novos. O mote do disco veio da sua devoção a Nossa Senhora e respaldado em cima do imenso sucesso da música “A Padroeira” (tema de abertura da novela com o mesmo nome, contando a história de seus milagres). “Joanna emoração” é um disco comovente e de extrema delicadeza, desde os seus arranjos, bem como a interpretação emocionada de Joanna em todas as faixas. Nele se percebe a preocupação de Joanna em difundir a paz, a igualdade, a não violência (na faixa Nós Queremos Paz com a participação da Escola de Música da Favela da Rocinha) e em continuar a divulgar o discurso de Nossa Senhora que é a Paz entre todos os povos.
Em 2003 Joanna investe no formato acústico realizando novos e inesquecíveis encontros musicais. Temos Joanna e Bethânia cantando “Maninha“ de Chico Buarque, Fagner em “Amor Alheio” de Paulo César Pinheiro e Ivor Lancelloti, Jorge Aragão em “Mel na Boca” e KLB em “Um Sonho a Dois. Joanna escolheu as canções que mais lhe tocaram e as pessoas que sempre povoaram seu universo musical. Mais madura e de uma tranqüilidade transparente, ela se movimenta em todas as tribos com uma mestria sem par, trafega com leveza e majestade na canção “Viagem”de Paulo César Pinheiro e João de Aquino, sua voz brinca com a luminosidade da sanfona do mestre “Sivuca” em o mega sucesso “Recado” de Renato Teixeira, e passeia com graça em “Diz Quem me Diz” - samba choro de sua autoria.
Em 2004, Joanna concretiza um sonho há muito desejado, juntar sua voz ao de amigos, parceiros, e principalmente aqueles que ela sempre cultuou como ídolos. Joanna celebra aqui e agora uma união com o público brasileiro. A felicidade, é claro, ainda mora em seu coração. E no nosso, que temos cada vez mais viçosa ao alcance dos olhos/ouvidos. Como não registrar a duplicidade da compositora e da cantora que confirma o valor da mulher na MPB nesses últimos anos? Joanna a quem devemos músicas lindas e discos qualificados, acompanha o tempo, o eterno e irrefreável tempo passando, com doçura e apetência, com a firmeza dos que sabem a que vieram. Enumerando um a um destaco o belo trabalho de “Joanna entre amigos”.
De Roberto e Erasmo a bela “Do fundo do meu coração”. “Codinome Beija Flor”-Do inesquecível e irreverente Cazuza. (Participação Cazuza) “Quando o amor acontece” de João Bosco e Abel Silva, faixa que, aliás, traduz em loco tudo que Joanna sabe fazer de melhor,cantar o amor.(Participação de João Bosco).
“Maninha” (Chico Buarque de Holanda),encontro muito esperado por Joanna desde sua adolescência. (Participação Maria Bethânia) “Quarto de Hotel” (Gonzaguinha) música feita especialmente para Joanna através dos papos que tinham (Participação Gonzaguinha) “O Pequeno Burguês” (Martinho da Vila) Ai se revela o lado carioca de Joanna no clássico desse mestre que é Martinho (Participação Martinho da Vila) Colher de Pau (Beto sem Braço e Zeca Pagodinho) Joanna mais uma vez contracena com um dos grandes bambas do samba Zeca Pagodinho (Participação Zeca Pagodinho). “Amor Alheio” (Ivor Lancelotti e Paulo César Pinheiro)-Musica escolhida a dedo por Joanna por se tratar de uma música singularíssima em sua vida (Participação de Fagner) “Nunca sofri por amor”-(Joanna e Cazuza) ,primeira parceria de Joanna feita com Cazuza,acabou sendo musica obrigatória em todos os shows.(Participação Emilio Santiago) “Mel na boca”-David Correia) Um dos sambas preferidos de Joanna,ao lado da alegria e talento de Jorge Aragão.(Participação de Jorge Aragão) “A Banca do Distinto” Billy Blanco-Joanna com a competente e doce voz de Tereza Cristina a mais nova revelação do samba carioca. (Participação de Tereza Cristina) Aventura-Eduardo Dussek e Luis Carlos Góes-Música da década de 80 em que Joanna sempre cantou em todos os lugares,fora a amizade que une Joanna e Dussek –(Participação Eduardo Dussek) “Nós queremos paz” (Joanna-Ronaldo Monteiro-Marcos Neto) Musica que virou um hino de paz pelo Brasil afora(Participação do Coral da Escola de Música da Rocinha) “Aceito seu coração”-Do quase desconhecido Puruca a musica ganhou um arranjo impecável e virou música de novela.
E acrescento aos ouvidos de vocês amantes da música brasileira: “Joanna, meu amor, muitos anos de sucesso para você, guerreiras do seu porte, tiram isso de letra”. (Por Ricardo Cravo Albim)Joanna ao vivo em Portugal foi gravado em 2005 e lançado em 2006 em Portugal e Brasil, no Coliseu dos Recreios em Lisboa. Joanna vem estendendo sua carreira internacional já algum tempo, sempre com bons resultados e muita boa receptividade. Esse projeto nasceu de uma turnê muito bem sucedida aonde foi possível agregar o sucesso da mesma, com a vontade antiga de Joanna juntar num DVD e CD grandes sucessos conhecidos por lá e cá .Neles (DVD e CD) estão registrados momentos muito especiais.
Sucessos consagrados como: “Caminhos do coração”(Gonzaguinha), ”Codinome Beija Flor”(Cazuza, Ezequiel Neves) com participação de Cazuza, “Do fundo do meu coração”(Roberto e Erasmo), ”Amor Alheio”(Ivor Lancelloti e Paulo César Pinheiro), ”Sozinha”(Caio e Mauro Fonseca), ”Meu primeiro amor”(H.Gimenez e versão de José Fortuna) ”Momentos”(Joanna e Sarah Benchimol), e uma homenagem emocionada a música Portuguesa no bloco acústico que contém - “Barco Negro” (Caco Velho-David Mourão-Ferreira-Piratini), ”Estranha forma de vida”(Alfredo Marceneiro e Amália Rodrigues), ”A Paixão (Segundo Nicolau da Viola-Rui Veloso e Carlos Tê), ”Cartas de amor/Olhos Castanhos”(Alberto Alves Coelho).
Finalizando o trabalho as esperadas e megas hits como:”Teu caso sou eu”(Carlos Colla e Mauricio Dubock),”Amanhã Talvez”(Sulivan e Massadas), Tô fazendo falta (Alvaro Socci e Lucca Ferreira) e mais o instrumental “Acenos”(Tony Bahia).
Enfim como disse o Jornal (Correio da Manhã) Joanna, leva o público ao rubro ou seja, ao êxtase. Com este mesmo projeto Joanna ganha o prêmio Tim de 2007 como melhor cantora popular .
Em 2007 Joanna registra em CD e DVD seu mais recente trabalho intitulado “Joannaem Pintura Intima”, gravados no Citibank Hall na cidade de São Paulo-Capital . Momentos marcantes, importantes na sua trajetória como artista, revela seu lado de compositora segura, com clássicos que marcaram definitivamente sua carreira.
Revisita de forma impecável quase todos os seus grandes sucessos, com arranjos delicados e aos mesmo tempo vigorosos. Joanna está solta, segura em todas as tendências que se apresentam nesse trabalho.Vai da balada ao choro, do rock ao samba e outras vertentes, tudo com muita competência e leveza.
O repertório baseia-se em seus grandes sucessos e conta também com duas participações especiais: Uma de Cazuza “Codinome Beija Flor”e outra do Italiano Biagio Antonacci com a música Iris Traletue Poesie, versionada pela compositora Isolda ganhando o nome de “Mensagem pra você”.
A costura musical do DVD e CD foi criando a intimidade que ela tanto queria, alguns elementos musicais foram se incorporando de uma forma muito simples, cantar como se estivesse em casa sem tempo com intimidade bastante para criar um clima de interatividade que tanto queria. Um pequeno palco foi agregado ao meio do público aonde se conclui um bloco deliciosamente acústico homenageando craques como: Adoniran Barbosa, Rita Lee, Guilherme Arantes e outros, daí a comunhão dessa intimidade.
Enfim a festa termina em samba,”Deixa a vida me levar”, um dos ritmos que Joanna mais gosta e que é muito bem interpretada por essa polivalente artista. Fez questão de regravar esse samba por identificar-se com a poesia nua e crua o que prova que o artista está sempre à frente do seu tempo, encontrando a forma perfeita para contar a sua história.
Assim é “Joanna em Pintura Intima”que encerra seu DVD com o público aplaudindo de pé e pedindo bis! E, assim segue Joanna cantando as belezas de um sentimento tão primordial como o amor, das mais diversas formas, das mais simples, as mais rebuscadas, uma verdadeira rainha entronizada no canto popular. A emoção e a sinceridade que Joanna passa em sua voz privilegiada serão com certeza, entendidas e apreciadas em todos os pontos do planeta a que seus discos chegarem e onde seu carisma de intérprete contagiar às mais diversas platéias. A isso chama-se VERDADE.
No decorrer desses anos de consagração, a voz de Joanna se uniu a duetos polivalentes e de grande expressão nacional e internacional como: Maria Bethânia, Gal Costa, Lucho Gatica, Armando Manzanero, Barry Manilow, Roupa Nova, Fagner, Jorge Aragão, Martinho da Vila, Zeca Pagodinho, Sérgio Reis, Zezé di Camargo, Biaggio Antonacci, Cauby Peixoto, Gonzaguinha, Cazuza, Délcio Carvalho, Nelson Gonçalves, Altemar Dutra, Fábio Jr, Trio Irakitan, Sá e Guarabira.
Recebeu centenas de prêmios e troféus chegando a ser considerada na América Latina “A melhor cantora do mercado latino", com o prêmio Ibero América dos anos 90. Em Portugal e nas comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo se solidificou completamente, chegando a ganhar o maior prêmio dado a um artista naquele País “Caravela de Prata” somente ela e Amália Rodrigues receberam.
Hoje Joanna acumula mais de 20.000.000 milhões de discos vendidos.
http://www.joanna.com.br
Momentos
Vou te caçar na cama Sem segredos E saciar a sede Do desejo
Deixar o teu cabelo em Desalinho E me afogar de vez No teu carinho
Quero ficar assim por toda a noite A copiar teus traços Lentamente
Deixar pousar meu beijo No teu corpo Deixar que o amor Se faça mansamente
Vem, ficar comigo no abandono Desse abraço E adormeça no meu peito O teu cansaço Que é tão difícil esse momento Pra nós dois
Vem e traz contigo essa paz Tão esperada Faz dessa noite Uma eterna madrugada E só desperte quando a vida adormecer
Mas vem, ficar comigo no abandono Desse abraço E adormeça no meu peito Teu cansaço Que é tão difícil o momento Pra nós dois
Vem e traz contigo essa paz Tão esperada Faz dessa noite Uma eterna madrugada E só desperte quando a vida adormecer
Jessé Florentino Santos, conhecido apenas como Jessé (Niterói, 25 de abril de 1952 – Ourinhos, 29 de março de 1993) foi um cantor e compositor brasileiro. Jessé foi criado em Brasília. Mudou-se para São Paulo já adulto, e atuou como crooner em boates. Depois, integrou os grupos Corrente de Força e Placa Luminosa, animando bailes por todo o Brasil.
Ainda nos anos 70, também chegou a gravar em inglês com o pseudônimo de Tony Stevens. Foi revelado ao grande público em 1980, no Festival MPB Shell da Rede Globo com a música "Porto Solidão" (Zeca Bahia/ Ginko), seu maior sucesso, ganhando prêmio de melhor intérprete.
Em 1983, ganhou o XII Festival da Canção Organização (ou Televisão Ibero-Americana) (OTI) realizado em Washington, com os prêmios de melhor intérprete, melhor canção e melhor arranjo para "Estrelas de Papel" (Jessé/ Elifas Andreato).
De voz muito potente, no decorrer de sua carreira Jessé gravou 12 discos (como os álbuns duplos "O Sorriso ao Pé da Escada" e "Sobre Todas as Coisas") mas nunca conseguiu os louros da crítica especializada. Morreu aos 40 anos, em 29 de março de 1993 de traumatismo craniano sofrido num acidente de carro quando se dirigia para a cidade de Terra Rica, no Paraná, para fazer um espetáculo.