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domenica 18 luglio 2010

Felipe Fortuna


Felipe Fortuna nasceu no Rio de Janeiro, em 1963. Mestre em Literatura Brasileira (PUC/RJ), é poeta e ensaísta, e vem colaborando regularmente naimprensa brasileira. Publicou Ou Vice-Versa (1986), Atrito (1992) e Estante (1997), poemas; A Escola da Sedução (1991) e A Próxima Leitura (2002), crítica literária; Curvas, Ladeiras - Bairro de Santa Teresa (1997) e Visibilidade (2000), ensaios. Traduziu a obra integral da poeta francesa Louise Labé no volume Amor e Loucura (1995). Diplomata, atualmente trabalha em Londres.


http://www.felipefortuna.com

Felipe Fortuna
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Luis Felipe Silvério Fortuna (Rio de Janeiro, 3 de fevereiro de 1963) é poeta, ensaísta e diplomata brasileiro.

Mestre em Literatura Brasileira, vem colaborando regularmente na imprensa. Diplomata, atualmente trabalha em Moscou.

Estreou com o livro de poemas Ou Vice-Versa (1986). Na apresentação do livro, Claudia Roquete-Pinto observou que "a ironia, uma característica da poesia de Felipe Fortuna, e o uso afinado e sutil de paradoxos ("só consigo inventar o que acredito") são os traços que imprimem vigor às suas ambigüidades, e que, mesclados a uma extrema delicadeza de observação, criam momentos de grande força lírica."

Em 1991, publica A Escola da Sedução, reunião de artigos e ensaios, quase todos sobre poesia, primeiramente publicados na imprensa brasileira. A propósito do livro, Otto Lara Resende escreveu que "enquanto analisa e avalia a obra alheia, um pouco ao sabor da circunstância editorial e jornalística, mas sempre de acordo com um padrão apurado e culto, sua crítica tem, compulsiva, a dimensão judicante voltada para o gosto da revisão. (...) Ensaios como o humorismo em Bilac ou o erotismo em João Cabral são desafios de que Felipe Fortuna sai vitorioso, para satisfação do leitor que com ele vê o que não é escancaradamente visível num e noutro poeta."

Publica nova reunião de poemas, Atrito (1992). Para José Paulo Paes, "a linguagem em que vai sendo inventariado ao longo dos vinte e seis poemas de Atrito é suficientemente rica de achados expressivos para que se possa falar, no caso, de uma verdadeira poética da estranheza."

Outro conjunto de poemas é lançado em 1997, Estante. Em entrevista a Adriano Espínola, que assina a apresentação, o autor declarou que na primeira parte do livro "havia a dificuldade de conciliar os poemas que escrevo e os livros que leio com as viagens, a vida diplomática, as responsabilidades profissionais, e estar cercado de tudo aquilo a que se referem os poemas: as cidades, os objetos, até mesmo o futebol. "Poemas da Pele" representa o conjunto da poesia amorosa e erótica, a parte mais propriamente lírica do livro. E "Seres" traz a dicção mítica, em que o poema se apresenta com o menor número possível de referências objetivas."

Com A Próxima Leitura (2002), compila novos ensaios sobre poesia, com destaque para as obras de Cruz e Sousa, Joaquim Cardozo e Elizabeth Bishop. Na avaliação de Antonio Carlos Secchin, "difícil destacar o maior mérito de Fortuna: se o amplo conhecimento da matéria sobre a qual discorre (sem que o peso da erudição se transforme em obstáculo para o leitor), se a poderosa engrenagem argumentativa que sustenta seus juízos, se a qualidade literária de sua prosa, se o destemor com que enfrenta clichês, mitos e nichos bem assentados de nossa república das letras."

Em Seu Lugar (2005) reúne os três livros de poemas anteriores e um livro até então inédito. No prefácio, Sergio Paulo Rouanet assinala que "no caso de Felipe Fortuna, sentimos que o objetivo da obra reunida é outro. O autor não está olhando para trás, mas para frente, acumulando forças, pela visão do caminho percorrido, para novos vôos líricos, cujo caráter sempre incompleto dificulta qualquer balanço."

Felipe Fortuna também publicou os livros Curvas, Ladeiras - Bairro de Santa Teresa (1998) e Visibilidade (2000), de ensaios.

Traduziu a obra integral da poeta renascentista Louise Labé (1522-1566), no volume Amor e Loucura (1995)

Algumas publicações recentes
Entre Vivos e Mortos – Jornal do Brasil, 11.02.2006
Um Senhor Labirinto – Jornal do Brasil, 11.03.2006
Droga de Literatura! – Jornal do Brasil, 26.05.2007
E a Poesia, Morreu de Quê? – Jornal do Brasil, 15.09.2007
Uma Resenha é Uma Resenha é Uma Resenha – Jornal do Brasil, 24.11.2007
Uma Resenha Atrás da Outra – Jornal do Brasil, 08.12.2007
Quando Queimam as Bibliotecas – Jornal do Brasil, 15.03.2008
Onde Está Waly? – Jornal do Brasil, 10.05.2008
Stoppard! C’est Magique! – Jornal do Brasil, 21.06.2008
"Casas de Palavras e Idéias", sobre alguns escritores russos, revista Piauí (n.18)
Ligações externas
Felipe Fortuna - Poesia e Prosa
Entrevista a Gerald Thomas - TV UOL, 31.12.2003
Artigo de Solange Ribeiro de Oliveira sobre os "Poemas para a Aula de Ginástica", publicado na Revista de Letras, jan./jun. 2008
Artigo de Clarisse Fukelman sobre Em Seu Lugar, publicado na revista Sibila
"O Amuleto da Poesia", entrevista ao Jornal do Brasil, 11.06.2005
Entrevista ao Correio Braziliense, 18.06.2005
"O Terromoto Crítico", sobre A Próxima Leitura - revista Época, 26.12.2002
"As Letras Dobradas e Outros Poemas", revista Trópico
Alguns poemas na revista Máquina do Mundo
Artigos em Cronópios, portal de literatura e arte
Jornal de Poesia
"Desconstruindo o que se Vê na Mídia", artigo de Angélica Coutinho sobre Visibilidade - Jornal do Brasil, 27.05.2000
"Meu Caro Felipe Fortuna", artigo de Gabriel Perissé - Armazém Literário, 17.08.2004
"A Hunger for Truth", an article about Carolina Maria de Jesus - The Guardian, February 12, 2005
"Esa Máquina de Emocionar", sobre a edição em espanhol da antologia Piedra Fundamental, de João Cabral de Melo Neto - El Universal, Caracas, 23.03.2000

http://pt.wikipedia.org/wiki/Felipe_Fortuna



Viajar


Viajar todas as vezes
que o corpo precisar
(fabricar a viagem de alguma substância
da glândula).
As lágrimas são uma necessidade,
assim como o suor:
que a viagem também
transforme seu rosto,
regule a temperatura do corpo.

Depois, ir.

Ir suspenso, guiado por tudo
que produzir
os verbos “fazer chegar”.
Muitas curvas, montanhas,
encontrar com surpresa “córrego,
atalho”, tudo levando à mesma viagem
que já deixa memória,
mas está por começar?

Viagem por onde só a família foi,
viagem que tem animais, portas,
nomes de lugares.
E a persistência
enfática:
continuar. Febre, sede.

Depois, voltar?
Induzir a turva reação
de cores prolongadas, e partir
para outro caminho,
à solta.
A viagem repete o viajante,
e ele não nota.


In: Em Seu Lugar (Editora Francisco Alves, 2005)

http://www.revista.agulha.nom.br/ffortuna.html#viajar






Gerald Thomas e Felipe Fortuna from The Dry Opera Co. on Vimeo.

Angel - Sarah Mclachlan


Angel
Sarah Mclachlan
Composição: Sarah McLachlan


Angel
Spend all your time waiting
For that second chance
For a break that would make it okay
There's always some reason
To feel not good enough
And it's hard at the end of the day
I need some distraction
Oh beautiful release
Memories seep from my veins
Let me be empty
Oh and weightless and maybe
I'll find some peace tonight


In the arms of the angel
Fly away from here
From this dark cold hotel room
And the endlessness that you feel
You are pulled from the wreckage
Of your silent reverie
You're in the arms of the angel
Maybe you find some comfort here


So tired of the straight line
And everywhere you turn
There's vultures and thieves at your back
And the storm keeps on twisting
You keep on building the lies
That you make up for all that you lack
It don't make no difference
Escaping one last time
It's easier to believe in this sweet madness oh
This glorious sadness that brings me to my knees


In the arms of the angel
Fly away from here
From this dark cold hotel room
And the endlessness that you feel
You are pulled from the wreckage
Of your silent reverie
You're in the arms of the angel
Maybe you find some comfort here
You're in the arms of the angel
Maybe you find some comfort here
Anjo
Gaste todo seu tempo esperando
Por aquela segunda chance,
Por uma mudança que resolveria tudo
Sempre há um motivo
Para não se sentir bom o bastante,
E é difícil no fim do dia.
Eu preciso de alguma distração.
Oh, perfeita liberação
A lembrança vaza de minhas veias...
Deixe-me vazia
E sem peso e talvez
Eu encontrarei alguma paz esta noite.


Nos braços de um anjo,
Voe para longe daqui,
Deste escuro e frio quarto de hotel
E da imensidão que você teme.
Você é arrancado das ruínas
De seu devaneio silencioso.
Você está nos braços de um anjo,
Talvez você encontre algum conforto aqui


Tão cansado de seguir em frente,
E para todo lugar que você se vira
Existem abutres e ladrões nas suas costas,
E a tempestade continua se retorcendo.
Você continua construindo a mentira
Que você inventa para tudo que lhe falta
Não faz nenhuma diferença
Escapar uma última vez.
É mais fácil acreditar nesta doce loucura, oh
Esta gloriosa tristeza que me faz ajoelhar.


Nos braços de um anjo,
Voe para longe daqui,
Deste escuro e frio quarto de hotel
E da imensidão que você teme.
Você é arrancado das ruínas
De seu devaneio silencioso.
Você está nos braços de um anjo,
Talvez você encontre algum conforto aqui
Você está nos braços de um anjo.
Talvez você encontre algum conforto aqui






sabato 17 luglio 2010

Fabrício Carpinejar


Carpinejar, Fabrício Carpi Nejar,
poeta e jornalista,
mestre em Literatura Brasileira pela UFRGS.
Nasceu em Caxias do Sul (RS)
aos 23 de outubro de 1972.

É autor dos livros:
As Solas do Sol (Bertrand Brasil, 1998), Um Terno de Pássaros ao Sul (Escrituras Editora, 2000, esgotado) (Bertrand Brasil, 3ª edição, 2008), objeto de referência nos The Book of the Year 2001 da Enciclopédia Britânica, Terceira Sede (Escrituras, 2001), Biografia de uma árvore (Escrituras, 2002), Caixa de Sapatos (Companhia das Letras, 2003), Porto Alegre e o dia em que a cidade fugiu de casa (Alaúde, 2004), Cinco Marias (Bertrand Brasil, 2004), Como no Céu e Livro de Visitas (Bertrand Brasil, 2005), O Amor Esquece de Começar (Bertrand Brasil, 2006), Filhote De Cruz Credo (A GIRAFA EDITORA, 2006), Meu filho, minha filha (Bertrand Brasil, 2007, Canalha! (Bertrand Brasil, 2008) e Diário de um Apaixonado: sintomas de um bem incurável (Mercuryo Jovem, 2008).


PRÊMIOS RECEBIDOS

Prêmio Jabuti/2009, edição 51ª, da Câmara Brasileira do Livro, na categoria Contos e Crônicas, com Canalha!

Prêmio AGEs Livro do Ano 2003, da Associação Gaúcha de Escritores, com
Biografia de uma árvore, escolhido o melhor livro de poesia de 2002.

Prêmio Nacional Olavo Bilac 2003, da Academia Brasileira de Letras, com Biografia de uma árvore, escolhido o melhor livro de poesia de 2002.

Prêmio Nacional Cecília Meireles 2002, da União Brasileira de Escritores (UBE), com Terceira Sede, escolhido o melhor livro de poesia de 2001.

Prêmio Literário Internacional 'Maestrale - San Marco' 2001, MARENGO D'ORO (5ª Edição), de Gênova (Itália), categoria obra em língua estrangeira, com poemas de Um Terno de Pássaros ao Sul

Prêmio Açorianos de Literatura 2001, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre (RS), categoria poesia, com o livro Um Terno de Pássaros ao Sul

Prêmio Açorianos de Literatura 2002, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre (RS), categoria poesia, com Terceira Sede.

Prêmio Destaque Literário - Júri Oficial como melhor livro de poesia da 46ª Feira do Livro de Porto Alegre (RS), em 2000, com Um Terno de Pássaros ao Sul

Prêmio Nacional Fernando Pessoa da União Brasileira de Escritores/RJ, categoria Revelação e Estréia, em 2000, com As Solas do Sol

Finalista do Prêmio Açorianos de Literatura 1999, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre (RS), categoria poesia, com As Solas do Sol

Finalista do Prêmio Nacional da Cidade de Belo Horizonte/2000

Prêmio O Sul, Nacional e os Livros, categoria Especial Poesia, por Cinco Marias, escolhido como o melhor livro de poesia de 2004

O Sul, Nacional e os Livros 2006, da Rede Pampa, por iniciativa cultural (Curso Superior de Formação de Escritores e Agentes Literários da Unisinos)

Prêmio Literário Erico Verissimo 2006, da Câmara Municipal de Vereadores de Porto Alegre, pelo conjunto da obra

Prêmio AGEs Livro do Ano 2007, da Associação Gaúcha de Escritores, com O Amor Esquece de Começar, escolhido o melhor livro de crônica de 2006.

Prêmio O Sul, Nacional e os Livros com Meu Filho, Minha Filha, escolhido como o melhor livro de poesia de 2007, edição 53ª Feira do Livro de Porto Alegre.

Prêmio AGEs Livro do Ano 2008, da Associação Gaúcha de Escritores, com Meu Filho, Minha Filha, escolhido o melhor livro de poesia de 2007.

Fabrício Carpinejar
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Fabrício Carpi Nejar, ou Fabricio Carpinejar, como passou a assinar em 1998 (Caxias do Sul, 23 de outubro de 1972) é um poeta e jornalista brasileiro.

Filho dos poetas Carlos Nejar e Maria Carpi, adotou a junção de seus sobrenomes em sua estréia poética, As solas do sol, de 1998. Em 2003 publicou, pela editora Companhia das Letras, a antologia Caixa de sapatos, que lhe conferiu notoriedade nacional.

É mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Livros publicados
As solas do sol
Um terno de pássaros ao sul
Terceira sede
Biografia de uma árvore
Caixa de sapatos
Meu filho, minha filha
Canalha
Diário de um apaixonado

Prêmios
Prêmio Fernando Pessoa, da União Brasileira de Escritores (1998)
Prêmio Destaque Literário da 46º Feira do Livro de Porto Alegre (2000)
Prêmio Açorianos de Literatura (2001)
Prêmio Marengo D’Oro – Itália (2001)
Prêmio Cecília Meireles, da União Brasileira de Escritores (2002)
Prêmio Açorianos de Literatura (2002)
Prêmio Nacional Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras (2003)

Ligações externas
Poesia de Fabrício Carpinejar
Site oficial


"O que não é planejado emociona bem mais do que confirmar expectativas." Fabrício Carpinejar

Fabrício Carpinejar


http://www.carpinejar.com.br/


http://www.fabriciocarpinejar.blogger.com.br/


http://carpinejar.blogspot.com/

http://bloglog.globo.com/fabriciocarpinejar/


venerdì 16 luglio 2010

Fagundes Varela


Fagundes Varela
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Nota: Se procura o município gaúcho, veja Fagundes Varela (Rio Grande do Sul).


Fagundes Varella

Nome completo Luís Nicolau Fagundes Varella
Nascimento 17 de agosto de 1841
Rio Claro
Morte 18 de fevereiro de 1875 (33 anos)
Niterói
Nacionalidade Brasileiro
Ocupação Poeta

Luís Nicolau Fagundes Varella (Rio Claro, 17 de agosto de 1841 — Niterói, 18 de fevereiro de 1875) foi um poeta brasileiro, patrono na Academia Brasileira de Letras.

Biografia
Filho do magistrado Emiliano Fagundes Varella e de Emília de Andrade, ambos de ricas famílias cariocas.

Poeta romântico e boêmio inveterado, Fagundes Varella foi um dos maiores expoentes da poesia brasileira, em seu tempo. Tendo ingressado no curso de Direito (e frequentado as faculdades de São Paulo e Recife), abandonou o curso no quarto ano. Foi a transição entre a segunda e a terceira geração romântica.

Diria, reafirmando sua vocação exclusiva para a arte, no poema "Mimosa", na boca duma personagem: "Não sirvo para doutor"...

Casando-se muito novo (aos vinte e um anos) com Alice Guilhermina Luande, filha de dono de um circo, teve um filho que veio a morrer aos três meses. Este fato inspirou-lhe o poema "Cântico do Calvário", expressão máxima de seus versos, tão jovem ainda. Sobre estes versos, analisou Manuel Bandeira:

"...uma das mais belas e sentidas nênias da poesia em língua portuguesa. Nela, pela força do sentimento sincero, o Poeta atingiu aos vinte anos uma altura que, não igualada depois, permaneceu como um cimo isolado em toda a sua poesia."
Casou-se novamente com uma prima - Maria Belisária de Brito Lambert, sendo novamente pai de duas meninas e um menino, também falecido prematuramente, o menino morreu aos 11 anos.

Embriagando-se e escrevendo, faleceu ainda jovem, vivendo à custa do pai, passando boa parte do tempo no campo, seu ambiente predileto.

Fagundes Varella morreu com 33 anos de idade.

Obras
Noturnas - 1861
Vozes da América - 1864
Pendão Auri-verde - poemas patrióticos, acerca da Questão Christie.
Cantos e Fantasias - 1865
Cantos Meridionais - 1869
Cantos do Ermo e da Cidade - 1869
Anchieta ou O Evangelho nas Selvas - 1875 (publicação póstuma)
Diário de Lázaro - 1880
Em 1878 seu amigo Otaviano Hudson organizou Cantos Religiosos, cuja publicação destinava-se a auxiliar sua viúva e filhas.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fagundes_Varela


Fagundes Varela


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A Flor do Maracujá


Pelas rosas, pelos lírios,
Pelas abelhas, sinhá,
Pelas notas mais chorosas
Do canto do Sabiá,
Pelo cálice de angústias
Da flor do maracujá !
Pelo jasmim, pelo goivo,
Pelo agreste manacá,
Pelas gotas de sereno
Nas folhas do gravatá,
Pela coroa de espinhos
Da flor do maracujá.

Pelas tranças da mãe-d'água
Que junto da fonte está,
Pelos colibris que brincam
Nas alvas plumas do ubá,
Pelos cravos desenhados
Na flor do maracujá.

Pelas azuis borboletas
Que descem do Panamá,
Pelos tesouros ocultos
Nas minas do Sincorá,
Pelas chagas roxeadas
Da flor do maracujá !

Pelo mar, pelo deserto,
Pelas montanhas, sinhá !
Pelas florestas imensas
Que falam de Jeová !
Pela lança ensangüentado
Da flor do maracujá !

Por tudo que o céu revela !
Por tudo que a terra dá
Eu te juro que minh'alma
De tua alma escrava está !!..
Guarda contigo este emblema
Da flor do maracujá !

Não se enojem teus ouvidos
De tantas rimas em - a -
Mas ouve meus juramentos,
Meus cantos ouve, sinhá!
Te peço pelos mistérios
Da flor do maracujá!


Remetente: Alberto Samú

http://www.revista.agulha.nom.br/fvarela.html#flor

VIDA DE FLOR - FAGUNDES VARELLA








giovedì 15 luglio 2010

Fabio Weintraub


Fabio Weintraub
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fabio Weintraub (São Paulo, 24 de agosto de 1967) é um poeta e crítico literário brasileiro.

Vida e obra
Filho de pais judeus de origem polonesa, Fabio Weintraub formou-se em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP). Porém, trabalhou pouco tempo nessa área, e passou a se dedicar à literatura e à edição de livros.

Fez parte do grupo paulista de poesia Cálamo, do qual faziam parte também Ruy Proença, Priscila Figueiredo, Chantal Castelli e Ana Paula Pacheco. Publicou Toda Mudez Será Conquistada (1992); Sistema de Erros (1996), ilustrado por Fernando Vilela e apresentado por Viviana Bosi, com o qual ganhou o prêmio literário Nascente, promovido pela USP e editora Abril[1]. Novo Endereço (2002), sua obra seguinte, ganhou o prêmio Cidade de Juiz de Fora - Murilo Mendes em 2002[2]. Em 2003, a obra Novo Endereço recebeu o prêmio especial "Embajada de Brasil" do Prémio Casa de las Américas na categoria "Literatura brasileña"[3]. Em 2004, foi publicada a edição bilíngüe, em português e espanhol (com tradução da escritora cubana Lourdes Arencibia) de "Novo endereço", desta vez com parceria da Casa de las Américas. Em 2006, ganhou Bolsa de Incentivo à Criação Literária do Governo do Estado de São Paulo, na categoria poesia [4].

Até 2003, coordenou a coleção de poesia Janela do Caos da Nankin Editorial. Nela, publicou Roberto Piva, Donizete Galvão, Glauco Mattoso, Ronald Polito, Heron Moura, Sérgio Alcides, Tarso de Melo, Ricardo Rizzo, entre outros. Na mesma editora, publicou também os dois últimos livros de Hilda Hilst, "Estar sendo ter sido" e "Cascos e carícias".

Tem poemas publicados em diversos jornais e revistas, nacionais e do exterior. Foi colaborador das revistas literárias Cult, Jandira e Cacto. Atualmente, é um dos editores de K Jornal de Crítica. [5]

Poesia e ativismo
A sua poesia, de acordo com a poeta e crítica Priscila Figueiredo, une "perspectivas que em geral aparecem separadas no panorama recente da poesia brasileira: intensidade lírica e reflexão social" (apresentação a "Novo endereço"). Esssa combinação pode ser lida em versos como: "Desempregado há três anos/ no país do futuro" (poema "Pai", de "Novo Endereço") e "contornou cinco mendigos/ e os respectivos cachorros/ lavou o chão do último bar// só foi morrer muito adiante/ no muro da praça deserta/ onde a fome devasta a fronte/ de um camundongo cego." ("Calçada", do mesmo livro).

A sua preocupação social espelha-se também em seu ativismo. Em 2006 e 2007, participou de ações em prol dos sem-teto de São Paulo, mais especificamente em apoio à Ocupação Prestes Maia do Movimento dos Sem-Teto do Centro, onde foi um dos organizadores do ciclo de palestras "O Direito à Cidade", que ocorreu em abril e novembro de 2006 na própria ocupação. Participou, com fotos, do "Dossiê Violações dos Direitos Humanos no Centro de São Paulo", organizado e publicado em 2006 pelo Fórum Centro Vivo [6].

Bibliografia
Livros de poesia
1992: Toda mudez será conquistada, São Paulo: Massao Ohno Editor.
1996: Sistema de erros, São Paulo: Arte Pau-Brasil.
2002: Novo endereço, São Paulo: Nankin Editorial.
2004: Nueva dirección/ Novo endereço (edição bilíngüe), Havana: Casa de las Américas; São Paulo: Nankin Editorial; Juiz de Fora: Funalfa.
2007: Baque, São Paulo: 34 Letras.
[editar] Organização de livros
2006: Poesia marginal, São Paulo: Ática, Coleção Para gostar de ler.
2006: Eu, passarinho, antologia da poesia de Mário Quintana org. com Fabricio Waltrick. São Paulo: Ática, Coleção Para gostar de ler.
[editar] Participação em antologias e obras de referência
1998: Anto. Revista semestral de cultura, no 3. Edição especial Brasil—Portugal. Amarante (Portugal): Edições do Tâmega.
1999: Desnorte: Leituras poéticas em torno à obra de João Guimarães Rosa. São Paulo: Nankin Editorial.
2001: Alforja Revista de Poesía. Traducción de Eduardo Langagne. México, n. XIX, invierno.
2003: Rattapallax: New Brazilian and American Poetry. Translated by Patricia Soldati and Macgregor Card. New York, vol. 9.
2003: Companhia de poetas, org. José Alberto Pinho Neves. Juiz de Fora: Funalfa Edições.
2004: Paixão por São Paulo, org. Luiz Roberto Guedes. São Paulo: Editora Terceiro Nome.
2004: Literatura brasileira hoje, org. de Manuel da Costa Pinto, São Paulo: Publifolha.
2006: Antologia comentada da poesia brasileira do século XXI, org. de Manuel da Costa Pinto, São Paulo: Publifolha.
2007: Noah/Noaj, org. de Berta Waldman e Moacir Amâncio, São Paulo: Humanitas, n. 16-17.
2009: Traçados diversos: uma antologia da poesia contemporânea, org. de Adilson Miguel, São Paulo: Scipione.
Notas e Referências
1.↑ A Garganta da Serpente: Entrevista concedida a Rodrigo de Souza Leão, acessado em 28 de setembro de 2007
2.↑ Folha Online, 22.02.2003: Editoras criam "sociedade dos poetas vivos", acessado em 28 de setembro de 2007
3.↑ La Ventana, Portal informativo de la Casa de las Américas: Ya se conocen los Premios Casa 2003, acessado em 28 de setembro de 2007
4.↑ Vencedores do PAC acessado em 30 de setembro de 2007
5.↑ K Jornal de Crítica acessado em 15 de fevereiro de 2010
6.↑ Créditos do Dossiê de Denúncia do Fórum Centro Vivo acessado em 30 de setembro de 2007


http://pt.wikipedia.org/wiki/Fabio_Weintraub



O Carimbo da Noite

Manhã
luz em frestas
na cama desfeita
os desenhos do sono

segredos
nas dobras
do travesseiro



Remetente: Flávio Villa-Lobos


http://www.revista.agulha.nom.br/fweintraub01p.html

mercoledì 14 luglio 2010

Fabiano Calixto


Fabiano Calixto
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fabiano Calixto (Garanhuns, 1973) é um poeta e tradutor brasileiro.

Publicou os livros de poesia Algum (1998), Fábrica (2000) e Um Mundo Só Para Cada Par (2001), este último em parceria com os poetas Tarso de Melo e Kléber Mantovani. Seus últimos livros publicados foram Música Possível (2006), pela coleção Ás de Colete da editora paulistana CosacNaify, Sangüínea (2007, 34 Letras) e Pão com bife (2007), um livro de poesia para crianças, pela editora SM (São Paulo).

Com Claudio Daniel publicou Prosa do que Está na Esfera, traduções do poeta dominicano León Félix Batista. Colaborou com diversas revistas, como Cacto (Santo André/ SP), Inimigo Rumor (Rio de Janeiro/ RJ), Monturo (Santo André/ SP), A Cigarra (Santo André/ SP), Cult (São Paulo/ SP), Dimensão (Uberaba/ MG), Suplemento Literário de Minas Gerais (Belo Horizonte/ MG) e Serta (Madrid, Espanha). Figura nas antologias Na Virada do Século - Poesia de Invenção no Brasil (Landy, 2002), organizada por Claudio Daniel e Frederico Barbosa e na antologia de poesia brasileira contemporânea, publicada no número 9 da revista norte-americana Rattapallax. É co-editor, com os poetas Ricardo Domeneck, Angélica Freitas e Marília Garcia, da revista Modo de Usar & Co.



DA CIDADE

na pior das hipóteses
ainda há uma chuva
que, de vez em quando,
cai sobre esse declínio civilizado.
sobre essas palavras que saem ocas.
sobre essas máquinas.

mas a chuva ainda não é nada.
a chuva atrasa, sempre.

o distúrbio dos espaços em
nosso campo de visão minimizado.
um exagerado estrangulamento de tempo.
essa é a língua. pior: essa é a linguagem.

(ainda hoje,
no estacionamento da faculdade,
as árvores floridas
seqüestraram,
por um momento menos que mínimo,
minha atenção. e nada ficou.
nem uma cor. nem uma brisa.)



ORATÓRIO

meninos jogam
capoeira
em frente ao muro da creche
onde, escrita a tiros,
lê-se a epígrafe destes dias

jogam
capoeira
entre os ramos do berimbau
antes da chuva
como as nuvens

*

os tijolos, as casas a meio,
andaimes, latas de tinta
vazias, pedra, cimento, cal,
criando uma atmosfera
menos rude
naqueles olhos.

*

o terreno baldio
a quadra de futebol de salão
e o bamba
rodando, mão a mão,
na gramática feroz
do desânimo.

no barraco à beira
do córrego fétido,
um velho
com seu carro de ferragens
fuma um resto de cigarro
achado no resto de mundo
que herdou.

*

jogam
capoeira.

*

chove
há mais de uma semana.



http://www.algumapoesia.com.br/poesia2/poesianet182.htm






E

E